Monica e Ivete
Monica e Ivete (Foto: Reprodução)

Mônica San Galo, irmã de Ivete e Jesus Sangalo, usou seu Instagram para lamentar a perda do irmão que faleceu na última quinta-feira (7), no Hospital Santa Izabel, por conta de uma infecção generalizada, após realizar uma cirurgia bariátrica malsucedida.

“Há muitas maneiras de morrer. Inclusive pode-se morrer aos poucos. Hoje, parte de mim morre com meu irmão Jesus. E não sei bem o que fazer com isso. Estou absolutamente devastada e derrotada. É incompreensível que um sujeito genial como ele nos deixe tão cedo. Pra mim parece inacreditável”, disse a cantora.

“Jesus era um desafiador, desafiava a dor, desafiava a vida, desafiava limites, mesmo quando isso significava ameaçar a própria vida. E costumava fazer tal coisa parecer fácil, convencia a todos que a diferença entre viver e morrer era um estalar de dedos, um relâmpago e pronto, tudo acabado. Não foi assim com ele”, falou ainda. “Foram três longos meses de luta, ganha hoje, perde amanhã, sobressaltos, tristeza, alegria, tristeza, alegria, tristeza, um teste longo de resistência a que ele se submeteu sem um ai, sem jamais reclamar, com humor e otimismo, me ensinando a ser madura e adulta, eu, uma chorona reclamona profissional”, completou.


“Nesse momento quero acreditar, do fundo do meu coração, que o nosso espírito não morre nunca, simplesmente por não conceber a vida sem essa energia tão bonita que ele me transmitia. Irmão, segue em paz, mantém acesa essa chama e olha por nós”, falou ainda a artista. O corpo de Jesus Sangalo, que estava internado há 80 dias, foi cremado nesta sexta-feira (8).

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Há muitas maneiras de morrer. Inclusive pode-se morrer aos poucos. Hoje, parte de mim morre com meu irmão Jesus. E não sei bem o que fazer com isso. Estou absolutamente devastada e derrotada. É incompreensível que um sujeito genial como ele nos deixe tão cedo. Pra mim parece inacreditável. Jesus era um desafiador, desafiava a dor, desafiava a vida, desafiava limites, mesmo quando isso significava ameaçar a própria vida. E costumava fazer tal coisa parecer fácil, convencia a todos que a diferença entre viver e morrer era um estalar de dedos, um relâmpago e pronto, tudo acabado. Não foi assim com ele. Foram três longos meses de luta, ganha hoje, perde amanhã, sobressaltos, tristeza, alegria, tristeza, alegria, tristeza, um teste longo de resistência a que ele se submeteu sem um ai, sem jamais reclamar, com humor e otimismo, me ensinando a ser madura e adulta, eu, uma chorona reclamona profissional. Eu o amava profundamente. Tivemos ao longo da vida muitos arranca-rabos, ele era turrão, eu sou marrenta, as faíscas eram inevitáveis. Mas como era doce e carinhoso, preocupado com todos, incapaz de ser feliz sozinho, queria todos à sua volta assim, felizes, não via sentido se não fosse desse jeito. Um homem privilegiado pela inteligência complexa, um artista criador, generoso, empolgado, empenhado, um esteta, um louco franco-atirador que no fundo buscava o amor em todas as suas formas, o mesmo homem que nos deixa um legado de grandes realizações, pois somente sob sua batuta visionária poderíamos ter o projeto Ivete San Galo, case nacional e internacional de sucesso, arquitetado e levado a termo pela sua persistência e valentia. Jesus preocupava-se genuinamente com os outros, não sossegava enquanto não arrumasse a vida de um e de outro, um homem de gestos largos, de ambições elevadas, que passavam ao largo da ilusória tolice das posses materiais, dinheiro, coisas assim. Era um realizador, movido a sonhos, projetos, emoções, essas coisas que hoje parecem tão esquecidas pelas pessoas de um modo geral. ( segue )

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